Os cibernéticos, na sua boa fé, criaram uma teoria nos anos de 1940, como resposta à anomia social decorrente da segunda guerra mundial, que pretendia transmitir a ideia de que tudo é comunicação.
Este princípio visava criar uma sociedade mais tolerante e mais pacífica. A comunicação entre as pessoas seria a solução para que se encontrassem vias de entendimento, para os conflitos, através do diálogo.
Os cibernéticos defendiam a transparência da sociedade através da constituição de mecanismos poderosos de comunicação. Para eles – talvez o seu principal erro – não se deveria ter em conta o interior dos seres humanos, os seus sentimentos e emoções mas apenas o seu exterior.
Defendiam, um pouco à imagem de Durkheim, que não se pode avaliar algo que não se vê. Os indivíduos devem ser avaliados pela sua exterioridade e não pelo que eventualmente estes sentem ou pensam.
Esta regra veio criar aquilo que os críticos da cibernética designam por Homem Vazio. Isto é, homem sem valores, sem sentimentos, sem conteúdo.
A cibernética veio criar possibilidades para o desenvolvimento desenfreado dos meios de comunicação social e para as técnicas a eles associadas tais como: a propaganda, a publicidade e o marketing.
Todas estas técnicas trabalham em favor do sistema capitalista que vive das ilusões, da superficialidade e do efémero.
Os individuos deixaram de ser avaliados eticamente pelo que valem como seres humanos e passam a valer pelo que mostram EXTERIORMENTE: se têm sucesso profissional – nem que seja a vender cascas de alho – se têm um carro XPTO e uma casa num local exótico.
O capitalismo cria necessidade aos indivíduos através do lançamento de novos produtos no mercado. Os indivíduos por uma questão de status social ou simplesmente porque SIM consomem todo o tipo de “novidades”. Quando dão por eles estão viciados no consumo e dizem com todo o desplante que não podiam viver sem isto ou aquilo.
Muitas vezes, os indivíduos, para que não se sentirem excluídos socialmente e assim manterem os mesmos padrões de consumo recorrem desenfreadamente a créditos bancários para satisfazerem a sua “gula” consumista. Mais uma vez caem na ratoeira do sistema capitalista.
O sistema capitalista cria uma espécie de teia: por um lado vicia as pessoas através dos bens de consumo que funcionam como símbolos de poder ou de identidade e depois através do sistema financeiro encontra os mecanismos para que os indivíduos mantenham o seu vício.
Por outro lado, o sistema capitalista joga com uma outra dependência que os indivíduos modernos têm: o seu emprego. Ou seja, o sistema capitalista sabe que a esmagadora maioria das pessoas depende do seu trabalho para poder consumir e cumprir os seus compromissos para com o sistema financeiro, como tal, pode dar-se ao luxo de impor leis de trabalho cada vez menos reguladas e que contribuem para a desqualificação profissional e social dos indivíduos. O sistema capitalista sabe que os indivíduos se sujeitam a regras cada vez menos protectoras dos seus direitos pois estão dependentes do seu emprego. A este principio ajusta-se a ideia de que melhor um mau emprego do que nenhum.
Tudo isto contribui para que esta “táctica” capitalista funcione como um meio indirecto de controlo e paz social. Os indivíduos receiam perder o seu ganha-pão e como tal o seu poder de reivindicação fica limitado.
Desta forma os indivíduos andam, como dizia Marx, completamente alienados do que se passa à sua volta e têm comportamentos standardizados e robotizados. Apenas pensam de acordo com a informação estereotipada que todos os dias lhes entra pela cabeça adentro sem capacidade critica de pôr em causa o que ouvem.
Daí resulta sermos indiferentes quando se ouve ou vê algo de belo e de diferente.
A obra de Max Weber: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é interessante, entre outros aspectos, para se perceber a origem do sistema capitalista e a sua capacidade de sedução.
Weber consegue dizer esta coisa extraordinária num período em que o petróleo começava apenas a ser um dos símbolos do poder do capital:
«O ascetismo, ao ser transplantado das celas conventuais para a vida profissional, começou a dominar a ética secular e deu o seu contributo para a formação do poderoso cosmos da ordem económica moderna; esta, vinculada às condições económicas e técnicas da produção, com uma força irresistível, determina hoje o estilo de vida, não apenas da população activa mas de todos os indivíduos que nascem desta engrenagem. E, provavelmente, isto poderá continuar a acontecer até que o último quintal de combustível fóssil seja queimado.».
Este princípio visava criar uma sociedade mais tolerante e mais pacífica. A comunicação entre as pessoas seria a solução para que se encontrassem vias de entendimento, para os conflitos, através do diálogo.
Os cibernéticos defendiam a transparência da sociedade através da constituição de mecanismos poderosos de comunicação. Para eles – talvez o seu principal erro – não se deveria ter em conta o interior dos seres humanos, os seus sentimentos e emoções mas apenas o seu exterior.
Defendiam, um pouco à imagem de Durkheim, que não se pode avaliar algo que não se vê. Os indivíduos devem ser avaliados pela sua exterioridade e não pelo que eventualmente estes sentem ou pensam.
Esta regra veio criar aquilo que os críticos da cibernética designam por Homem Vazio. Isto é, homem sem valores, sem sentimentos, sem conteúdo.
A cibernética veio criar possibilidades para o desenvolvimento desenfreado dos meios de comunicação social e para as técnicas a eles associadas tais como: a propaganda, a publicidade e o marketing.
Todas estas técnicas trabalham em favor do sistema capitalista que vive das ilusões, da superficialidade e do efémero.
Os individuos deixaram de ser avaliados eticamente pelo que valem como seres humanos e passam a valer pelo que mostram EXTERIORMENTE: se têm sucesso profissional – nem que seja a vender cascas de alho – se têm um carro XPTO e uma casa num local exótico.
O capitalismo cria necessidade aos indivíduos através do lançamento de novos produtos no mercado. Os indivíduos por uma questão de status social ou simplesmente porque SIM consomem todo o tipo de “novidades”. Quando dão por eles estão viciados no consumo e dizem com todo o desplante que não podiam viver sem isto ou aquilo.
Muitas vezes, os indivíduos, para que não se sentirem excluídos socialmente e assim manterem os mesmos padrões de consumo recorrem desenfreadamente a créditos bancários para satisfazerem a sua “gula” consumista. Mais uma vez caem na ratoeira do sistema capitalista.
O sistema capitalista cria uma espécie de teia: por um lado vicia as pessoas através dos bens de consumo que funcionam como símbolos de poder ou de identidade e depois através do sistema financeiro encontra os mecanismos para que os indivíduos mantenham o seu vício.
Por outro lado, o sistema capitalista joga com uma outra dependência que os indivíduos modernos têm: o seu emprego. Ou seja, o sistema capitalista sabe que a esmagadora maioria das pessoas depende do seu trabalho para poder consumir e cumprir os seus compromissos para com o sistema financeiro, como tal, pode dar-se ao luxo de impor leis de trabalho cada vez menos reguladas e que contribuem para a desqualificação profissional e social dos indivíduos. O sistema capitalista sabe que os indivíduos se sujeitam a regras cada vez menos protectoras dos seus direitos pois estão dependentes do seu emprego. A este principio ajusta-se a ideia de que melhor um mau emprego do que nenhum.
Tudo isto contribui para que esta “táctica” capitalista funcione como um meio indirecto de controlo e paz social. Os indivíduos receiam perder o seu ganha-pão e como tal o seu poder de reivindicação fica limitado.
Desta forma os indivíduos andam, como dizia Marx, completamente alienados do que se passa à sua volta e têm comportamentos standardizados e robotizados. Apenas pensam de acordo com a informação estereotipada que todos os dias lhes entra pela cabeça adentro sem capacidade critica de pôr em causa o que ouvem.
Daí resulta sermos indiferentes quando se ouve ou vê algo de belo e de diferente.
A obra de Max Weber: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo é interessante, entre outros aspectos, para se perceber a origem do sistema capitalista e a sua capacidade de sedução.
Weber consegue dizer esta coisa extraordinária num período em que o petróleo começava apenas a ser um dos símbolos do poder do capital:
«O ascetismo, ao ser transplantado das celas conventuais para a vida profissional, começou a dominar a ética secular e deu o seu contributo para a formação do poderoso cosmos da ordem económica moderna; esta, vinculada às condições económicas e técnicas da produção, com uma força irresistível, determina hoje o estilo de vida, não apenas da população activa mas de todos os indivíduos que nascem desta engrenagem. E, provavelmente, isto poderá continuar a acontecer até que o último quintal de combustível fóssil seja queimado.».


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